segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Um breve conselho de uma breve vida


Não pensamos na brevidade da vida até que alguém estimado por nós se parta. Acostumamo-nos a pensar que nada aqui se finda, que tudo ficará do jeito exato em que se encontra. Entretanto, é um equívoco se portar como se a morte não fosse uma certeza, uma vez que o fim ecoa a cada enredo.

A melancolia gerada após a reflexão sobre ela -a morte- não deve nos paralisar. Pelo contrário, o pensar sobre nosso fim deve nos motivar a viver de modo digno, com mais oferta de perdão e amor sinceros e valorização do que é essencial. Devo dizer que nós simplesmente desperdiçamos nossa existência ao dedicarmos esforços às futilidades e ao abandonarmos o que é eterno.

Caso essa preocupação não esteja presente em seus dias, dou-lhe um simples conselho: Não foque tanto nos acontecimentos futuros, nas ansiedades da vida e nos planejamentos diversos... Viva o hoje, pois, humildemente, reconhecemos que o futuro não está em nosso controle, somos impotentes pensando ter tudo em mãos.

Por favor, não pretendo causar desespero em seu coração, mas convido-lhe a uma reflexão sobre seu viver (enquanto é tempo). Viva com sinceridade, despojando-se das bagagens desnecessárias e das dores amargas. Faça do amor a sua arma, pois com plena certeza afirmo que, quando estiver em seu fim, não se arrependerá de tê-la usado. 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Você precisa conhecer: Ruth B.


Oi, gente!  Depois de bastante conteúdo literário nas últimas semanas, resolvi dar uma pausa pra trazer esta super indicação. Conheci a cantora por indicação de um amigo e fiquei apaixonada pelo estilo dela! Eu já citei ela aqui no blog, mas que ouvi o novo álbum e vi o novo clipe, achei que ela super merecia um post exclusivo.

A canadense Ruth Berhe, de 22 anos, mais conhecida por Ruth B., começou postando no Vine em 2013. Em janeiro de 2015, ela lançou seu primeiro single, "Lost Boy" (o clipe está logo abaixo!), que primeiro começou como um vídeo publicado no mesmo serviço quando foi produzida, de apenas um pequeno trecho. Essa música foi inspirada na série Onde Upon A Time.



Em novembro do mesmo ano, ela lançou seu EP de estreia, The Intro. Ela é contratada da Columbia Records. Ano passado ela lançou o primeiro álbum mesmo, Safe Haven, com músicas que já estavam no EP e mais algumas, somando 12 faixas. Está tudo no Spotify. Dona deste estilo clean e do piano sempre presente em suas músicas, ela nos cativa rapidinho!





Os clipes são bem diferentes entre si, dando pra perceber que ela está se aventurando neste início de carreira, o que acho ótimo. Mesmo assim, ambas as identidades visuais são bonitas e ricas, fazendo com que a gente fique preso no vídeo. Eu realmente espero que este álbum tenha mais singles, quero ver ainda mais dela ao longo de 2018.

Espero que vocês tenham curtido escutá-la tanto quanto eu! Conta pra mim nos comentários alguma outra cantora parecida com ela pra eu descobrir, ok? Até o próximo post.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

NOVO TEMPLATE: Por que mudar?


Olá, pessoal! Pra quem está chegando agora no blog temos post novo toda segunda-feira, mas como o recado de hoje é rapidinho, resolvi colocar como uma atualização extra mesmo. 

O nome do blog é uma  história fofa, pois foi uma sugestão da minha mãe. Já pensei em tirar e colocar meu próprio nome ou algo que demonstrasse um nicho mais específico, mas não dá. O ECC existe desde 2010, com várias fases, como se fossem vários blogs dentro de um e sempre sendo um espaço pelo qual tenho carinho. Várias estações dentro de um mesmo ano, que tal esta metáfora? 

Portanto, não é porque tem a palavra "cor" no título que o visual precisa ser sempre vibrante certo? O que importa é o conteúdo e quem o produz. As diversas cores vão se manifestar na diversidade dos temas. A mensagem deve ser a principal estrela da plataforma. Pensando nisso, resolvi colocar esta paleta de cores mais neutra. Mesmo assim, se vocês forem reparar ela não é tão minimalista como a modinha que surgiu recentemente (até porque eu tenho NADA de minimalista no meu gosto decorativo).

As formas geométricas vem como representando todos os movimentos e dinâmicas pelo qual o blog já passou (minha mãe disse que parece parque de diversão, mas não foi essa a intensão sério mesmo haha). A letra maior é pra que fique melhor a leitura, inclusive no celular. O fato do fundo ser mais sóbrio me desafia também a produzir imagens e textos cada vez mais bonitos e dinâmicos pra vocês!

Eu espero que tenham gostado. Vamos juntos nessa nova fase?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Leituras de Janeiro/2018: o mês dos calhamaços


Durante este primeiro mês de 2018 vocês puderam acompanhar minhas leituras pelo Instagram. Comecei muita coisa, terminei outras e adiei mais algumas. Após a #JornadaMLV, resta fazer um balanço geral de tudo aquilo que li neste período. Foi um mês intenso, com bastante surpresas.

As Duas Torres + O Retorno do Rei
Como eu compartilhei pelo stories, comecei a assistir os vídeos da Tatiana Feltrin sobre O Senhor dos Anéis, e como eu já suspeitava, esta trilogia é um livro  só. Ele foi publicado de maneira separada porque na época havia escassez de papel. Eu li A Sociedade do Anel na última semana de dezembro, terminando o resto um dia antes da maratona começar. Ainda falta eu completar a leitura dos Apêndices, mas confesso que estou achando um pouco cansativo e estou seguindo num ritmo bem devagar. 

Foi uma experiência incrível, de total imersão em um universo. Essa é uma história que com certeza vou precisar reler algum dia. Como eu já havia assistido os filmes, mesmo que há um bom tempo, tinha imagens e cenas na mente, e foi interessante mesclar com as novas informações do livro. A escrita do Tolkien é maravilhosa, e suas tiradas cômicas me surpreenderam. Eu torci imensamente pelos personagens e desejei saber muito mais sobre todos eles (principalmente Tom Bombadil). O epílogo nos Apêndices foi a melhor coisa que o autor me deu, dando a chance de eu matar a saudade da história toda vez que o pego pra ler.

Amazônia 22
Resultado de imagem para amazonia 22Pois bem, estando duas semanas na Terra Média precisei mesclar com outra leitura. Queria ler Os Miseráveis apenas a partir do dia 13 e queria terminar O Senhor dos Anéis até este dia. Para freiar meu ritmo de leitura na trilogia (eu estava devorando a história), peguei este ebook no app do Kindle. Havia adquirido ele grátis fazia muito tempo. 

É uma distopia nacional, que passa numa Amazônia do futuro, cheia de complexos residenciais tecnológicos e um Brasil aparentemente mais desenvolvido. Gostei dos personagens e da jornada ao quais são propostos, porém não tem continuação! O final da história encerra este episódio, mas deixa espaço pra explicar sobre muito mais. Além disso, eu não acho informações sobre o autor em lugar algum, sendo provavelmente um pseudônimo. Não é espetacular, mas capturou minha curiosidade, além de ser uma história com personagens cheios de potencial.

Anne of Green Gable
Comecei por causa da Maratona, mas estacionei. É em inglês, mas não possui um nível de dificuldade muito alto, pois mesmo sendo uma clássico é uma história infanto-juvenil. Pretendo terminar antes de sair a segunda temporada da série na Netflix. Também peguei grátis no app do Kindle, portanto talvez deixe pra terminar quando voltar às aulas, como uma forma de passar o tempo no trajeto.

Os Miseráveis
Para terminar este calhamaço até o dia 12 de março preciso ler 35 páginas por dia. Quem está me acompanhando Instagram está vendo meus flops e vitórias durante essas primeiras semanas. Eu fui  (quase) pega de surpresa com a quantidade imensa de informações e contextualizações culturais que estão sendo apresentadas além da história, mas agora faz muito sentido o tamanho do livro. A edição da Companhia das Letras é linda e fácil de manusear, porém sinto que é frágil e tem ficado facilmente marcada. A quantidade de marcações também já está enorme. Nem cheguei na metade e já sei que no futuro será uma história que vou precisar reler, para apreender o máximo de informações possíveis!

Esse é um pequeno resumo de tudo o que li neste mês. Foi intenso e incrível! Fazia muito tempo que não lia tanto. E vocês? Aproveitaram as férias pra ler também?

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

10 Formas criativas de organizar sua estante

É incrível procurar referências no Pinterest de estantes grandes e super decoradas com bonequinhos e enfeites aleatórios. Mesmo assim, vamos combinar que nem sempre elas correspondem a nossa realidade, principalmente se forem blogueiros gringos, edições em capa dura, quartos amplos e móveis planejados. 

Só que dá pra absorver muitas das ideias que vemos por aí, apesar das limitações: o que faz uma estante ser incrível são os padrões, a simetria e a praticidade para quem vai usá-la. E como fazer isso? Vou sugerir aqui maneiras de deixar seus livros acessíveis, o que se torna cada vez mais difícil conforme o número for aumentando.


1- Tamanho: 
Ideal para pequenas quantidades, prateleiras e cabeceiras. É a organização mais prática no quesito visual. Quando a maioria dos meus livros eram mais fininhos, foi a melhor forma de tirar a aparência de "coisas entulhadas" da minha estante.

2- Cores: 
Normalmente, é necessário grande quantidade desta ou daquela cor de lombada para que os blocos fiquem bem visíveis. O mais importante aqui é explorar os contrastes e as gradações tonais. Mais abaixo vou citar novamente esta sugestão e como explorá-la.

3- Gênero literário: 
Dispor sua biblioteca deste modo é extremamente funcional para os que possuem muitos livros. Afinal, normalmente quando você vai em uma livraria é assim que procura os títulos. Esta organização ainda te fará conhecer seu gosto literário de maneira simples; aquilo que mais gosta de ler, o que nunca tentou, o que menos gosta de maneira "gráfica".

4- Sagas x trilogias x livros únicos
Pra quem compartilha ou acompanha há muito tempo seus gostos literários na internet é fácil se perder entre as tendências e hypes que surgem a cada estação. A gente começa e abandona séries, se apaixona e larga autores, faz e desmonta wishlists a cada Bienal. Nesta organização, grandes quantidades de livros não são necessárias em nenhuma das categorias, pois ao separar estes grupos a disposição fica automaticamente prática e linda, considerando que sagas costumam ter seus volumes em edições parecidas.

5- Autor
Esta "formatação" possui duas subcategoria: nome ou sobrenome. Ambas serão dispostas em ordem alfabética, para facilitar a procura no seu arquivo. Dependendo da editora ou do que o escritor produz com frequência (sagas, trilogias, coletâneas) você vai conseguir certos padrões estéticos, sim. É só ter paciência e unir sua organização por tamanho na prateleira.

6-Editora
Parente da sugestão acima, porém mais complicada: é necessário conhecer e acompanhar mais o mercado para que tenha algum sentido você se preocupar com a origem empresarial do que está lendo. Pode ser se desmanchar facilmente ao longo do tempo, caso os selos e os grandes grupos com suas editoras associadas não sejam algo familiar pra você.



7- Nacionalidade
Sim! Já parou para pensar que lemos muito mais livros norte-americanos e europeus? Organizar seus livros por origem fará você expandir seus horizontes - para dentro ou para fora -. O Brasil está repleto de novos autores e antigas referências riquíssimas, prontas para serem redescobertas pelos novos leitores que surgem a cada dia.

8- Metas literárias, desafios
Depois que você já escolheu o seu tipo preferido de arrumação, que tal deixar suas metas de 2018 separadas em um cantinho? Além de ir fazendo um checklist automático conforme for lendo, vai facilitar o empurrãozinho na sua memória do que ainda falta ser completado!

9- Pilhas
Tem alguma dificuldade nisso? Aqui você pode trazer dois toques simples que vão enriquecer sua decoração: cor e tamanho. Empilhar livros economiza espaço e disponibiliza novas combinações, além de serem ótimas formas de separar seções com os próprios livros. Cuidado: se você usa suportes mais frágeis tente fazer várias pilhas menores, ao invés de um grande e pesada em apenas um ponto do móvel. É uma dica simples, mas importante de ser lembrada.



10- Tudo junto e misturado

E quem disse que precisa ser uma arrumação só? Na minha prateleira eu fiz um misto de autor-editora-cores-tamanhos-metas. Abaixo, apenas a explicação de uma parte desta mistureba que eu fiz.

As prateleiras não têm a mesma altura entre elas (um pequeno errinho na colocação), portanto é tudo questão de adaptar-se! Primeiro, tive que ver o que dava no espaço de cada uma: livros mais altos e mais baixos. Sabia que deixaria todos os da Intrínseca juntos (é a editora que tenho em maior quantidade), porém só minha coleção do Rick Riordan ocupa um nível quase todo; resolvi uni-la com meus livros da Jane Austen (outra autora favorita), dois de não ficção pra "separar" e os de autoras jovens do Brasil, que inclusive tem lombadas semelhantes. Na ponta, pra facilitar a leitura (e segurar tudo!), o box de Os Miseráveis.

Resumindo:
Eu ainda tenho os livros da gaveta e da cabeceira. Cada um com um método, não tenha medo de arriscar! Afinal, se der errado é só voltar tudo pro lugar em que estavam. Deixar tudo de um jeito só é legal, mas cada um tem uma casa, uma estante, uma quantidade de objetos além dos livros que precisam estar em algum lugar. Sua realidade não deve te limitar, mas te inspirar a deixar seu cantinho cada vez mais com a sua cara.