segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Pinterest ou We Heart It: qual a melhor plataforma de imagens?


O blog agora tem um perfil no Pinterest.  Falaram tanto, que me rendi a ela. Por outro lado, já uso o We Heart It há 4 anos, então a comparação foi inevitável. Neste post, vamos conversar um pouquinho sobre qual acho melhor. Vou utilizar vários critérios: beleza das imagens, critério de busca, modus operandi e o aplicativo.

Imagens
Pinterest: mescla imagens "tumblrísticas", fotografias aleatórias, com designs gráficos, curiosidades. Isto se dá pelo amplo uso da rede por blogueiros e youtubers, no qual as imagens se tornam hiperlinks para o conteúdo postado atrelado a elas. Pra mim, flerta com o empresarial.
We Heart It: muito mais fotográfico e sentindo a vibe do Instagram desde o início. Porém agora, anúncios se mesclam, e miniaturas do Youtube com vídeos anexados aparecem. Você tem uma variedade imensa de perfis e assuntos, mas o feed inicial tem um aspecto "grunge-fashion-clean".

Ferramenta de pesquisa
Pinterest: fiquei muito surpresa ao ver a quantidade imensa de conteúdo indexado em português, não só em inglês. O mecanismo de busca nos leva em bons conteúdos em ambas as línguas, e os usuários também contribuem para a acessibilidade utilizando o nosso idioma. As palavras-chave que são associadas a sua pesquisa ajudam a deixar o produto final mais específico.
We Heart It: ponto negativo da rede. Coleções, perfis, categorias? Tudo em inglês. Além disso, não possui a função de categorias relacionadas por proximidade de assunto como o Pinterest.



Modus operandi
Pinterest: toda imagem que você deseja salvar precisa estar anexada a uma pasta. Como vocês vão perceber, a quantidade de pastas na conta do blog não está pequena, sendo que a criei esta semana. Achei cansativo e frio. Não é divertido, é para pesquisas específicas com indexação mais personalizada, na função "subpastas". A personalização do conteúdo "explorar" é rápida e específica, não dando muita margem para novas descobertas de imagens; apenas no site isso melhora. Falarei sobre isso no próximo tópico.
We Heart It: você pode "heartear" as imagens aleatoriamente, e elas ficarão no seu perfil, como a função "curtir" do Twitter, em que tudo fica disponível. Mesmo assim, pode organizar em coleções. É mais aleatório, mais divertido. Menos funções e especificidades, cumprindo a função de distração. Além disso, é possível ver separadamente aquilo que os perfis que você segue estão postando, o que eu acho uma super canalização de conteúdo.

Aplicativo
Pinterest: visual limpo, mostrando as imagens de maneira integral, exceto em casos de um tamanho muito grande, sendo a maioria delas retangulares na vertical. Por outro lado, só consegui personalizar as configurações e salvá-las corretamente no computador. A plataforma funciona visualmente melhor também no site, com um feed "explorar" mais cheio de atalhos e sugestões. No app, parecia que ele não queria me deixar sair uma caixinha. 
We Heart It: pensado para celular. O site da plataforma é pesado, desorganiza as imagens e atrapalha o dinamismo da função "heartear". No app, a disposição das imagens e a utilização ficam mais fluidas, até porque na miniatura o tamanho é padrão. 

E então, qual a melhor? Depende do seu objetivo. 
Diversão, imagens bonitas, pesquisas menos específicas e inspiração? We Heart It. 
Indexação eficiente, conteúdo encorpado e incremento na sua produção de conteúdo? Pinterest.

Estou muito curiosa pra saber a opinião de vocês, deixem nos comentários!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

3 museus pra conhecer no Rio de Janeiro

O ICOM (Conselho Internacional de Museus. Sabia da existência dele? É super importante) define museu como uma instituição permanente sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, investiga, comunica e expõe o patrimônio material e imaterial da humanidade e do seu meio envolvente com fins de educação, estudo e deleite. Esta categorização está sendo posta em debate até 2019, mas enquanto ela não muda, resolvi sugerir pra vocês museus da cidade do Rio de Janeiro que vale a pena conhecer. 

Como estudante de Museologia, convido você a tirar este esteriótipo de "lugar que guarda coisa velha" e aproveitar os museus, grandes ou pequenos, da sua cidade. Sabia que maioria tem dias grátis? Basta procurar! Escolhi apenas 3, com diferentes estilos de exposições, pra instigar a curiosidade. 


MAR - Museu de Arte do Rio
Este museu é recente, foi inaugurado em 2013. Assim como o Museu do Amanhã (ainda não visitei), que fica bem ao lado, tem entrada grátis às terças-feiras. Os dois são símbolos das obras realizadas por conta das Olimpíadas realizadas ano passado no RJ. Resolvi indicá-lo por conta dos eventos e debates, principalmente com moradores, que o tornam um espaço tão bacana. Além disso, suas exposições são temporárias, por isso visite o site e se informe sobre o que está acontecendo. A construção também é bem interessante: mistura um prédio moderno, construído, e outro antigo que já existia.
Endereço: Praça Mauá, 5 - Centro, Rio de Janeiro. Praça Mauá, 5 - Centro, Rio de Janeiro


Museu Nacional - UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Um excelente motivo para você visitá-lo é o seu aniversário de 200 anos. Segundo o site, é a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de história natural e antropológica da América Latina. Criado por D. João VI, em 06 de junho de 1818 e, inicialmente, sediado no Campo de Sant'Anna, serviu para atender aos interesses de promoção do progresso cultural e econômico no país. Originalmente denominado de Museu Real, foi incorporado à Universidade do Brasil em 1946, atual UFRJ. É o típico museu clássico.
Ele fica na Quinta da Boa Vista, São Cristóvão. Vale a pena conhecer o Zoológico também, que apesar de estar enfrentando problemas, é um bom passeio. Fazer um piquenique na Quinta é um programa imperdível e super carioca!


Museu da Vida/FIOCRUZ
Esta instituição, por estar sob a direção do conhecido e respeitado laboratório da FIOCRUZ, dedica-se a mesma área de atuação: promoção da saúde e divulgação científica. Somado a isso, por estar entre grandes complexos de favela, desde a sua fundação realiza trabalhos e ações com os moradores nestes e outros territórios de influência. Vale a pena tirar um tempo pra ler sobre as iniciativas sociais do museu.Os dados pra visitação estão neste site, assim como seus projetos. 
Endereço: Av. Brasil, 4365, Manguinhos

Espero que tenha deixado vocês curiosos! Até o próximo post, pessoal!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

5 dicas pra gostar de A Filha Perdida, de Elena Ferrante



Este livro foi uma das compras da Bienal do Livro (YAY!), e uma das leituras mais surpreendentes do ano. Foi minha primeira experiência com Elena Ferrante e posso dizer que estou curiosa para aprofundá-la. Por outro lado, apesar de ter me sentido satisfeita ao terminar, levei um tempo pra entender se realmente estava gostando. Foi um estilo de escrita diferente de tudo que já havia conhecido e por isso levei tempo para me acostumar.

Pensando nisso, se este for seu primeiro contato com a autora também, resolvi listar coisas que aconteceram comigo para que o processo desse certo.



1. Conhecer muitos detalhes da história pode estragá-la, pois a narrativa é justamente pautada em um relacionamento crescente com a protagonista e com os que a cercam. Até mesmo a pontuação nos diálogos é organizada de maneira mais fluida, fazendo com que tudo o que a personagem faça realmente nos dê um sentimento de continuidade e de acompanhamento verossímil de suas emoções. 

Portanto, esta é minha "sinopse": 
Leda, uma mulher imersa em lembranças e fantasmas, resolve viajar para o sul da Itália buscando refúgio. Durante sua estadia, acaba por encontrar pessoas que a fazem refletir sobre suas escolhas, seu passado e o futuro. 




















2. Vamos ler sobre sobre mulheres, escrita por uma mulher. 
Tire um tempo pra contar na sua estante quantos homens e quantas mulheres você tem assinando o que você está lendo. Provavelmente, a presença masculina será maior. Não estou dizendo pra parar de comprar autores homens, ou que você está errado em lê-los. A questão é que durante muito tempo escritoras não eram permitidas (você já estudou Literatura no ensino médio, certo?). Além disto, estando numa sociedade de bases machistas isto vai repercutir em todas as áreas. Portanto, dar visibilidade as autoras é importante. A presença de mulheres como protagonistas de histórias - livros, filmes, séries, programas de tv etc - é importante. 

3. Maternidade
Pensando sobre retratar mulheres, muito se tem falado sobre uma abordagem menos romanizada da maternidade. Não concordo com o que a protagonista fez, fiquei com raiva dela o livro todo praticamente, porém suas escolhas são humanas e falhas, cheias de incertezas, principalmente nessa área de sua vida. É uma trama sincera.

Uma pequena referência. Só quem leu, entende haha


4. O título
Você vai descobrir relativamente rápido o porquê do livro se chamar assim, mas pra mim o título reflete de maneira excelente o estilo de Elena: intimista, metafórica. A descoberta do motivo deste nome para o livro também me surpreendeu porque revelou de uma vez por todas que a expectativa que tinha para a história estava errada. Valeu pontuar.

5. A edição
Está linda. A capa é maravilhosa (adoro ilustrações) e a cartela de cores complementa a experiência de ambientação da história. Boas e cuidadosas escolhas.

Então é isso, gente. Caso você acompanhe o Instagram do blog percebeu que demorou, mas finalmente esta postagem saiu! Um beijo e até a próxima!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Aprendendo francês: 4 dicas para começar

Quando eu entre na faculdade de Museologia descobri que a maior parte das publicações acadêmicas estão em francês, inglês e espanhol, sendo as primeiras as línguas oficiais no ICOFOM (Comitê Internacional de Museologia). Eu tenho um inglês razoável, no qual consigo fazer leituras, enquanto o espanhol é um idioma que não consigo gostar de aprender. Sobrou o francês, no qual sempre achei a sonoridade linda, mas não possuía contato algum.

Resolvi então fazer uma primeira imersão pra tentar aprender sozinha o idioma. Espero conseguir estudar na férias, mas por enquanto, confira as minhas dicas pra caso esteja na mesma situação que eu. 

1. Canais no Youtube: 
Se você quer conhecer a galera que produz conteúdo nesse idioma tem que fazer a busca da maneira correta, mesmo que alguns se apropriem de termos em inglês, assim como fazemos aqui. Segue a lista:

Relooking: vlogs sobre beleza e maquiagem
Mon haul: opiniões sobre produtos, diário de compras
Mon voyage à: vlogs de viagem
Tuto + atividade: tutoriais
Mon room tour/tour de ma chambre: vídeos de tour por quartos
Déballage de: são os "unboxings"
Let's play fr - "game vlogs"
Mon avis sur - opinião de alguém sobre filmes, livros, músicas
Uptade lecture - vídeos de atualização das leituras

Outra coisa legal em procurar youtubers de assuntos que você gosta é que o vocabulário será próximo do que você já conhece. Ao ver um vídeo sobre livros, há contextos que eu consigo captar. Lembrando que o francês é uma língua latina assim como o português, são primos distantes, mas ainda são primos.

Os vídeos abaixo são os que eu assisti primeiro nessas primeiras pesquisas. Lembre-se de seguir os vloggers nas redes sociais também. A meta aqui é fazer o idioma deixar de ser um estranho!


2. Música: 
Que clichê, não é mesmo? Pra quem nunca ouviu algo em francês é interessante escutar lendo a letra. Você não vai entender coisa alguma, porém vai começar a sentir o clima e o estilo do idioma. Eu fiz uma playlist no Spotify (com um trocadilho bem sem graça) e pra acessar é só clicar aqui. 

3. Duolingo
Não dá pra sair fluente deste aplicativo, mas ele é grátis e super acessível. Tem o site e o aplicativo, som contagem de pontos de lembranças pelo email pra você não desistir do treino. Outra coisa bacana desta plataforma é que além das lições que você vai cumprindo, são as revisões. Caso fique muito tempo sem estudar (eu!) não tem desculpa para desistir. Francês está disponível para aprender em português, mas decidi estudar como falante de inglês para praticas as duas línguas ao mesmo tempo!

4. Países que falam francês
E por último, conhecer os locais que falam o idioma. O jeito que as pessoas falam influencia e é influenciado pela cultura, e o contato com outras realidades que torna o ato de estudar línguas tão interessante. A gente já pensa logo na França, mas existem 56 (!!!) países em que você pode falar francês. Entre eles Bélgica, Canadá, Louisiana (EUA), Luxemburgo, Madagascar, Marrocos, e muitos outros. Clique aqui para ver a lista completa. 

Espero que tenham gostado das dicas! Caso você fale francês, ficaria muito grata em ler mais algumas ideias. Até o próximo post!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O que enxergamos


Quando a gente olha pro céu nos lembramos de várias coisas. Se ele estiver cinza, talvez fiquemos melancólicos. Caso ele esteja com aquela nuvens de algodão, vou querer deitar no chão e imaginar a maior quantidade de formas possíveis. E se o céu estiver naquele azul incrível, até uma caminhada ao ar livre posso querer fazer. Ele expressa o infinito, o que queremos alcançar e ser. O horizonte sempre vai estar lá, em qualquer lugar que você estiver.

A grande questão é quando a brisa bate. Eu acabo me lembrando de você. Que pessoa linda, viu? Inspiradora. Corajosa. Um ser que instiga, dá curiosidade nos outros de te conhecerem. Atualmente, me pergunto se mereceria tamanha benção perto de mim.

Eu me recordo dos dias de decisões ativas e rápidas, que não sei se eram melhores no resultado, mas o processo era menos angustiante. Nessa passagem de tempo, olhar as árvores balançarem ganhou outro sentido. O espelho ganhou outros significados. É só mudar o foco do que se quer enxergar.

Não encontro mais aquele reflexo, mas vejo outro com traços deste que me lembro bem vagamente, influenciado pelos raios de sol da janela. Aquela que ficou aberta quando estava vendo as nuvens. A luminosidade não atrapalha ou ajuda, nem causa ruídos. Tudo se completa. É uma história visível e que pode ser contada por mim sobre esta pessoa mais incrível ainda em que posso me transformar.