sexta-feira, 22 de julho de 2011

Quem são os CABELEIREIROS?

Na Pré-História, o troglodita já se esforçava para tratar e arrumar os cabelos, fato comprovado nos achados arqueológicos, como pentes e navalhas de pedra.
Contudo, foi no Egito, há aproximadamente cinco mil anos, que a arte de cuidar dos cabelos chegou ao ápice. Foi nessa época que surgiram perucas sofisticadas, as quais mostravam a habilidade dos cabeleireiros, que gozavam de grande prestígio na corte dos faraós. Na Grécia antiga, no século II a.C., os penteados eram bem elaborados; os cabelos eram frisados, encaracolados delicadamente, com franjas em espiral; os cabelos das mulheres eram enfeitados com tiaras e fitas, pentes de bronze ou de marfim.
Cabeleireiro arrumando os cabelos.Foram os gregos que criaram os primeiros salões de cabeleireiro (koureia), em Atenas, construidos em praça pública. Os kosmetes ou “embelezadores de cabelo”, escravos especiais, eram afamados e muito procurados. Os escravos cuidavam dos homens e as escravas das mulheres.
Os cabelos eram perfumados com óleos raros e preciosos, tingidos ou descoloridos, uma vez que a cor mais em voga era a loura. Ainda na Grécia antiga, a moda dos cabelos se mantinha por dois a três séculos. A mudança era mais rápida na Roma antiga, onde as esposas dos soberanos eram imitadas pelas outras mulheres. No Império Greco-Romano, gregos e gregas faziam os penteados dos romanos e das romanas. Nesses salões, discutiam-se novidades e propagavam-se os mexericos.
No século XVII, a partir de Luís XIV, a moda francesa dominou todas as civilizações. No começo do século XVIII, as mulheres casadas usavam uma touca para esconder os cabelos, pois somente seu marido poderia ve-los soltos.
Os jornais de moda, nos séculos XVIII e XIX, divulgavam os estilos das casas reinantes de Paris e Viena, como também de todas as elites, por toda a Europa. Os primeiros cabeleireiros para senhoras foram os parisienses Leonard, Autier e Legros Rumigny, que prestavam serviços a Rainha Maria Antonieta e recebiam altos salários.
Na década de 1920, era moda as mulheres usarem cabelos curtíssimos, a la garçonne. Naquela época, as mulheres mais independentes e ativas, com intensa vida social e engajadas no trabalho, rejeitavam as tradições que as obrigavam a usar cabelos compridos, as quais remontavam a Idade Média.
Hoje, há grande variedade de penteados.Os cabelos sao tingidos nas mais variadas cores e tratados com xampus, condicionadores, cremes alisantes, hidratantes, antioxidantes, remineralizantes, amaciantes, que protegem nao só os fios como o couro cabeludo contra os efeitos nocivos do meio ambiente e dos produtos químicos.
Algumas pessoas pensam que, para ser um bom cabeleireiro, basta fazer um curso e já estará apto para trabalhar no ramo. Na verdade, para tornar-se um bom cabeleireiro não basta ter um curso técnico, é preciso estar sempre “antenado” às novas tendências de cortes, tinturas e cremes e atualizando-se por meios de outros cursos como de alisamento, relaxamento, aplicação de “mega hair”, escova progressiva e definitiva, tratamento capilar, intensivo de corte e escova, mechas e descoloração. Dessa forma, o profissional cabeleireiro torna-se mais habilitado para atender as diversas exigências dos clientes. Participar de feiras e work shops também são excelentes opções para se inteirar das novidades.
Hoje em dia, muitos cabeleireiros brasileiros não só conseguiram se manter financeiramente com o exercício de sua profissão, mas também alcançaram fama e sucesso. Este reconhecimento trouxe para alguns cabeleireiros uma clientela cheia de celebridades nacionais e internacionais. Exemplo disso é Marco Antonio de Biaggi, um dos cabeleireiros mais conhecidos do Brasil, que cuida das madeixas da Juliana Paes, Maria Fernanda Cândido, Adriane Galisteu, entre outras celebridades.

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